15 novembro 2016

OS FILHOS DO QUARTO!


OS FILHOS DO QUARTO!

Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto!

Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança. Quanta imaturidade a nossa.

Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

Dentro de seus quartos perdemos os filhos, pois não sabem nem mais quem é ou os que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...

Tornam-se uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles têm sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.

Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.

Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor, aceite!
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo dois dias estabelecidos na sua semana à noite (além do sábado e domingo).

E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grandes oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou tiver um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal!


Texto de CassianaTardivo

12 novembro 2016

POSIÇÃO DOS CRISTÃOS BRASILEIROS COM RELAÇÃO À ISRAEL

POSIÇÃO DOS CRISTÃOS BRASILEIROS COM RELAÇÃO À ISRAEL, LUGARES SAGRADOS E O POVO JUDEU.

Exmo. Sr. Ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil

O grupo Cristãos Brasileiros e simpatizantes, que assinam este manifesto vem, respeitosamente, perante V.Exa., manifestar-se nos seguintes termos:

A Cultura de Paz que tornou-se uma bandeira de nossa nação brasileira, construída e manifestada nestes quase centro e trinta anos de nossa história republicana, independentemente de quais governos ou partidos políticos ocupassem o executivo de nossa nação, viveu momentos dourados, quando logo após o final da II Grande Guerra Mundial, na então recém formada Organização das Nações Unidas, na pessoa do seu Embaixador, nosso Chanceler Oswaldo Aranha, presidiu a histórica votação, em que decidiu-se por um Plano de partição da Palestina para a criação do Estado de Israel.

O reconhecimento desta posição brasileira é notória ao povo judeu que, no conhecido espaço em Jerusalém chamado Wohl Rose Park, onde encontra-se O Parlamento Israelense, O KNESSET; O Símbolo da Nação, A Menorah, (candelabro de sete braços), colocou uma homenagem ao “NOBRE POVO DO BRASIL” e ao nosso Embaixador, por entranhados laços de amor e respeito para com o POVO JUDEU que teve uma longa trajetória e luta para se manterem unidos, mesmo tendo sido expulsos de sua pátria cerca de dois mil anos atrás.

Foi no ano 70 de nossa Era, que este povo foi expulso de sua terra através da investida do General Romano, Tito, que destruiu as Muralhas, O Templo construído por Zorobabel, renovado e remodelado por Herodes, O Grande, no local onde outrora, Salomão construiu um Templo ao Deus do seus pais. Templo este, que também foi destruído na invasão Babilônica do ano 586 antes de nossa Era.

Não são novidades os esforços para que tais verdades históricas sejam de todo apagadas, à vista do que O Imperador Adriano realizou no ano 131 de nossa Era quando mandou arar a Esplanada do Templo e mudou o nome de YERUSHALAIM para AELIA CAPTOLINA.

O absurdo desta violência histórica era de que embora não tendo ficado pedra sobre pedra da Majestosa “Casa de Oração para Todos os povos” que ficava no local mais alto do Monte chamado desde os dias dos Patriarcas, de MORIAH, é que a estrutura construída por Herodes para ampliar o espaço de visitação pública, permaneceu quase intacta nestes dois mil anos, sendo que nos dias de hoje o local mais visitado e considerado sagrado para os judeus de todo o mundo é o Muro Ocidental, parte mais próxima de onde no passado esteve o aposento dos Antigos Templos, chamado de “A Santidade das Santidades”.

O acesso a este humilde local de orações, só foi possível, mesmo assim, quando na “Guerra dos Seis Dias” em 1967, a investida de várias nações vizinhas do recém-formado Estado de Israel, não logrou sucesso, na tentativa de impedir a Decisão das Nações Unidas, de que O Povo Judeu tivesse direito de viver na Terra de seus antepassados.

Naquele momento em que Israel foi invadido para ser aniquilado, pôde defender-se e legitimamente tomou terras que outrora lhe pertenceram como RAMAT GOLAN (As Colinas do Golan), Jerusalém Oriental e O Monte do Templo, para que as Palavras milenares do Salmo 122 se cumprissem:

Salmo 122:2 e 3 – “Pararam os nossos pés junto às tuas portas, ó Jerusalém! Jerusalém, que estás construída como cidade unificada,”

Respeitando o propósito original daquele local de garantir livre acesso para todas as nações, Israel tem calado seus anseios de que aquela Antiga “Casa de Oração para todos os povos” fosse mais uma vez reconstruída, mantendo as edificações mais novas, e que são consideradas sagradas para os cristãos e os mulçumanos.

Temos acompanhado resoluções ligadas a organismos das Nações Unidas, que sequer reconheciam o vínculo de judeus e cristãos com a Cidade Velha, e temos estado bastante satisfeitos com o esforço do nosso governo através do seu Ministério de Relações Exteriores, em posicionar-se contrário a esta postura desiquilibrada, bem como responsabilizar apenas um lado pelo Ciclo de Violência da Região.

Reconhecemos da mesma forma o esforço de nossa Chancelaria, mantendo a tradição pacifista do povo brasileiro, em garantir livre acesso aos locais sagrados das três religiões monoteístas, coisa que é verificado hoje quando milhares de turistas do Mundo todo sobem para Jerusalém, e livremente e de forma segura podem visitar os locais sagrados de suas e das outras religiões, em segurança. Sendo comum encontrarmos muitíssimos cristãos orando com os judeus no Muro Ocidental, bem como cada vez mais frequente a visita de mulçumanos à este mesmo local, assim como a visita de cristãos e judeus à Esplanada das Mesquitas (antigo Monte do Templo).

Acreditamos num avanço ainda desta nossa posição já que embora manifestando sua desaprovação a este desequilíbrio expresso nas resoluções 199a. e 200a, mantivemos o voto, não reconhecendo os laços históricos do povo judeu com O Monte do Templo coisa que para os cristãos no Brasil é um ponto onde não pairam quaisquer dúvidas, ante todo este exposto, mui respeitosamente queremos, REITERANDO NOSSO APOIO ao esforço do nosso Governo de equilibrar tais situações delicadas sinalizar nossas posições baseadas em nossos valores cristãos:

Excelência:

Este manifesto tem a intenção de afirmar que os Cristãos do Brasil têm com Israel um laço de unidade indissolúvel e inegociável. Sendo assim:

1) Como rudimento de nossa fé, nós cristãos no Brasil, nos vemos ligados a Israel e ao povo judeu, e jamais concordaremos com posições de nosso governo contrárias à existência de Israel e ao seu direito de viver livremente numa nação Judaica, bem como administrar sua nação e defender sua Soberania.

2) Reconhecemos o direito de Israel de ter acesso a locais sagrados por seus vínculos históricos, como Jerusalém Oriental, A Cidade Velha de Jerusalém e o Monte do Templo.

3) Reconhecemos que o povo judeu mesmo tendo sido expulso de sua Terra violentamente e espalhados pelas nações, aguardou pacientemente, mesmo sofrendo os horrores nazistas na Segunda Guerra Mundial e tantas outras violentas perseguições na história, até o ano de 1947, quando novamente foi-lhe concedido o direito legal de voltar à Terra de seus antepassados.

4) Esperamos que com a mesma firmeza de princípios que defende um lar nacional para o povo árabe-palestino, que a Diplomacia brasileira defenda expressamente, de forma pública e textual, o direito de Israel existir como uma nação judaica, tendo como sua capital indivisível a Cidade de Jerusalém.

5) Esperamos que todos os esforços possíveis de nosso governo possam continuar sendo empregados para que o acesso aos locais sagrados sejam facilitados, garantidos e protegidos para que haja segurança e paz, e nisso os Valores da Antiga “Casa de Oração” dos judeus estarão sendo contemplados.

6) Esperamos que as relações diplomáticas entre O Brasil e Israel que recentemente tornaram-se instáveis, possam voltar à normalidade da amizade histórica que une nossos povos, e que a mais clara manifestação disso seja de que novamente Israel possa indicar Embaixador enviado ao Brasil e lho possamos receber com honra e dignidade em nossa nação.

7) Esperamos que as futuras posições da política externa brasileira, em especial sob o Tema Israel e o Povo Judeu, sejam tema de amplas discussões já que tais posições são valorizadas por nossa cultura cristã, bem como por nossa história e fé, desta expressiva parcela de nossa população.

Assinam o presente manifesto os Cristãos Brasileiros e simpatizantes. Destacamos as instituições cristãs e judaicas, notadamente conhecidas, que manifestam a pluralidade de nossa posição.

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CAB - CONSELHO APOSTOLICO BRASILEIRO

Líderes evangélicos se reúnem com Serra

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, recebeu no Itamaraty nesta quinta-feira (10), um grupo de lideranças religiosas. Foi entregue a ele um manifesto de apoio à Israel, pedindo que o Brasil busque mais equilíbrio e imparcialidade nas resoluções das Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) sobre a preservação do patrimônio cultural e religioso da Palestina.
Liderados pelo pastor e deputado federal Roberto de Lucena (PV/SP), participaram da reunião os pastores Paulo de Tarso Fernandes, Arles Conde Marques, Francisco Maia Nicolau, Hudson Medeiros Teixeira, Sinomar Fernandes da Silveira e Valnice Milhomens Coelho. Eles fazem parte do Conselho Apostólico Brasileiro.
Também estavam presentes o representante das Igrejas Bola de Neve, pastor Felipe Andrade Parente, o responsável Geral das Igrejas G12 no Brasil, Laudjair Carneiro Guerra e a representante da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do DF, Clarita Costa Maia.
“Viemos aqui para afirmar que ¼ da população brasileira é composta de cristãos evangélicos e que essa parcela significativa da população deseja ser ouvida neste tema tão sensível e importante para nós. Apoiamos este novo posicionamento do Brasil, reconhecemos o esforço que vem sendo feito, mas pedimos ainda mais empenho no sentido de que o texto continue evoluindo para o adequado e justo”, asseverou Roberto de Lucena.
O parlamentar solicitou ao ministro Serra que o Brasil cobre mais equilíbrio no texto da UNSCO e também que reavalie o voto do Brasil em 20 resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovada este ano em desfavor de Israel.
O apóstolo Paulo de Tarso Fernandes afirmou que “o primeiro impulso do grupo era de uma posição de confronto com o governo, mas o deputado Roberto de Lucena tem sido um interlocutor importante para mostrar os esforços e os avanços conquistados pelo Itamaraty”. Lembrou ainda que a motivação para a busca do encontro com as autoridades é o entendimento que existe uma promessa bíblica. “Bendito são os que abençoarem Israel e malditos aqueles que amaldiçoarem Israel”, disse, parafraseando Gênesis 12:3.
José Serra garantiu que está empenhado para encontrar uma saída. “Vamos nos mobilizar novamente acerca deste tema na próxima sessão deliberativa ano que vem”. O ministro esclarece que, se não houver avanços, o Brasil poderá votar contra. A próxima Sessão Deliberativa do Comitê Executivo da Unesco irá ocorrer em abril de 2017.

Manifesto em nome de cristãos e judeus

A cópia do manifesto entregue no Itamaraty traz assinatura de grupos cristãos brasileiros, bem como o apoio de membros da comunidade judaica. A intenção é lembrar que os cristãos do Brasil têm um laço de unidade indissolúvel com Israel.
O texto afirma esperar “a Diplomacia brasileira defenda expressamente, de forma pública e textual, o direito de Israel existir como uma nação judaica, tendo como sua capital indivisível a Cidade de Jerusalém”. Entre as questões abordadas no manifesto está o direito de Israel de ter acesso a locais sagrados por seus vínculos históricos, como o Monte do Templo.
Através da internet, estão sendo colhidas assinaturas de evangélicos a favor de Israel. O abaixo-assinado do documentos “Posição dos cristãos brasileiros com relação à Israel, lugares sagrados e o povo judeu”, pode ser acessado pelo site Change.org.
As lideranças evangélicas esperam reunir milhares de assinaturas até a próxima reunião com o ministro Serra, quando lhe entregará uma cópia do abaixo-assinado. O encontro será após a Festa do Purim, dia 8 de março de 2017. A data relembra a história bíblica de Ester, que ajudou a salvar os judeus no Império da Pérsia.

Mudanças de voto do governo Temer

O posicionamento do Brasil durante a 199º Sessão Deliberativa do Conselho Executivo da Unesco, em abril deste ano, ainda sob o governo do PT, foi frontalmente contrário a Israel. Pouco tempo depois de Serra assumir o Itamaraty, demonstrou uma nova postura, mudando o voto do Brasil. “O fato de que a decisão não faça referência expressa aos vínculos históricos do povo judeu com Jerusalém, particularmente o Muro Ocidental, santuário mais sagrado do judaísmo, é um erro, que torna o texto parcial e desequilibrado”, diz a nota oficial. 
Contudo, em outubro, durante a 200ª sessão do Conselho Executivo da Unesco, houve uma nova postura na condução do tema pelo atual governo, que atuou para a revisão do texto aprovado. Justifica que a resolução, embora não use os termos adequados, representou um avanço em relação ao aprovado anteriormente. A nova redação reconhece os vínculos das três religiões monoteístas (cristianismo, judaísmo e islamismo) com a Cidade Velha de Jerusalém. Esse seria um primeiro passo rumo a uma abordagem mais isenta e construtiva sobre o tema.
A polêmica em torno dessas resoluções levou o deputado Roberto de Lucena, bem como o Conselho Apostólico Brasileiro, a buscarem o diálogo com o Ministério das Relações Exteriores e deixarem clara sua postura.

01 novembro 2016

Mosaico


Leia: Efésios 2:10-22

Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras… —Efésios 2:10

No outono, durante três semanas nossa cidade se torna uma galeria de arte. Quase dois mil artistas de todo o mundo exibem suas criações em galerias, museus, hotéis, parques, ruas, estacionamentos, restaurantes, igrejas e até mesmo no rio.

Meus favoritos entre os inscritos são os mosaicos feitos de pequenos pedaços de vidro colorido. O vencedor em 2011 foi um mosaico da artista Mia Tavonatti com 2,75 m x 3,95 m de vidro tingido representando a crucificação. Enquanto observava a obra de arte ouvi a artista mencionar quantas vezes havia se cortado ao moldar os pedaços de vidro para o seu mosaico.

Ao fitar a bela interpretação do que foi um acontecimento horrendo, vi mais do que uma representação da crucificação — a imagem da Igreja, o Corpo de Cristo. Em cada pedaço de vidro, um cristão moldado belamente por Cristo para juntos se acomodarem no todo (Efésios 2:16,21). Na história da artista, reconheci que o derramar do sangue de Jesus aconteceu para que essa unidade ocorresse. E na obra de arte finalizada vi o ato de amor exigido para completar o projeto apesar da dor e do sacrifício.

Nós que acreditamos em Cristo somos obras de arte criadas por Deus para mostrar a grandeza de um Salvador que faz algo belo com os pedaços de nossas vidas.

Cristo deu tudo para que a Sua Igreja se tornasse algo belo.